Diversidade Labial
   > //if ((counterLine%2)==1) { document.write("<tr bgcolor=#eaeaea><td style=padding:10px;>");} if ((counterLine%2)==1) { document.write("<tr bgcolor=#DEEFEF><td style=padding:10px;>");} else { document.write("<tr><td style=padding:10px;>");} counterLine++

O quadrado mágico não é luminoso.

 

 

   Sentado numa cadeira pouco confortável e enfileirado a outros tantos que buscam em meio às trevas que tingem a noite da cidade um pouco de luz para enfrentar o frio lá de fora não com cachaça, mas quem sabe com um pouco de conhecimento. O mestre aparece e confirma com o silêncio da turma o desejo do saber daqueles ouvidos para o homem que possuindo tantos graus acadêmicos emana humildade e humanidade em suas palavras. Naquele instante tive certeza que para travessia fora da caverna eu possuía uma luz guia intensa.

 

Intenso foi o tombo da cadeira ao despertar da catarse em meio ao barulho produzido pelos colegas de sala e notar que a voz do professor não poderia ser ouvida.

 

E como poderíamos sair da caverna???

 

   Atualmente este cenário é bem mais comum nas salas de aula do que podemos imaginar, pois temos uma sala de aula pouco empenhada em saber, e muitas vezes um mestre pouco interessado em dizer.

Afinal que profissão de maluco é esta de professor, lecionar em poucas horas e muitas vezes desarranjar tudo aquilo que a televisão ensinou. Quando não desistiram de toda essa luta e deixaram de ser mestres no sentido da palavra, para serem sem nenhuma outra palavra melhor: repetidores.

Repetem aquilo que está nos manuais.

Repetem aquilo que está nas telas.

Repetimos tudo isso em alguma prova anual.

Repetindo os mesmos erros, cometendo as mesmas omissões.

Reproduzido em nossas ações.

A educação desperta o homem, quaisquer que sejam seus defeitos e preceitos morais.

E não é nenhuma coincidência que esta área seja tão pouco estimulada.

Talvez ela apenas perca em competição com a saúde.

Temos assim um corpo fraco.

Fraco de saúde.

Fraco de mente.

O ataúde todo dia é preenchido, as balas encontradas nos corpos, os tiras mortos ou confundidos (afinal são tão parecidos) com bandidos, e os bandidos se espremem nas cadeias publicas.

 

Falamos tanto em segurança e esquecemos que a educação, a luz que falta nas celas, poderia ser preenchida nas escolas, contudo preferimos encher de balas qualquer cidadão culpado ou inocente, pobre, peão, negro e muito pouco branco, deixemos a ausência para os quadros negros ou para o pó não do giz, mas da droga da pista ou do morro, na mira da pistola qualquer mão é assassina.

 

Todavia com um lápis na mão e uma boa idéia na cabeça qualquer cidadão pode fazer a diferença.

Eis a crença.

E os mestres continuam na batalha diária de iluminar nossas mentes.

O problema é que eles não perceberam* que o quadrado mágico da lousa não é luminoso como o quadrado apático das telas em seus lares.

 

Somos o produto final dos seus roteiros coloridos e esquematizados.

Somos o futuro próximo capitulo da novela global.

Somos a ilusão.

 

Salve os professores que mantém a chama acesa da esperança

Da fuga

Da prisão.

Da caverna.

Da solidão.

Da televisão.

 

 

Esse texto é em homenagem ao mestre Jorge Lúcio... O jogo não acabou!!!

 

* O ensino a distância tem bons motivos se visto como uma ponte para extremo distantes, mas não podemos deixar de pensar que essa educação televisa sem o contato com o mestre, sem a alteridade professor/aluno, perde muito de sua qualidade.

 

Plaz Mendes. 




Escrito por plaz às 00h48
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 
HISTÓRICO



OUTROS SITES
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!