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Cri-ando-ses Embora sejamos nocauteados todos os dias pelos meios de comunicação constantemente repetitivos: Crise.Crise.Crise.Crise. Esta tensão que promete abalar o mundo capital não é cega e sejamos espertos; Quem sofre realmente em nome dela? A desculpa que mata. Nos noticiários diariamente vemos que a grande vitima dessa crise mundial são os bancos, montadoras, corporações. A nossa salvação perpassa pelo não quebramento desses gigantes, pois caso isso ocorresse nosso fardo seria pesado, então injetemos vida neles. Como um drogado viciado que tem como única saída depois de um tempo de abstinência uma big overdose. Somos os corpos decrépitos que ficam entre inércia e desespero. Nossa droga é o dinheiro. Queremos salvar esse modelo de vida, mas esquecemos que esse próprio esquema acarreta a morte de milhões de vidas. Os nossos chefes gritam: _Você está despedido! _Porque? _Por causa da crise!! A nova moeda de troca: Troquemos milhões de dólares a bancos. E deixemos milhares de trabalhadores aos prantos. O modelo tem duas mãos, mas apenas um rumo. Não há uma ruptura do modelo neoliberal, mesmo que alguns críticos vejam a Crise como estopim para algum tipo de mudança ou virada de eixo. Devemos transcender nossas vistas e perceber que existe sim uma fragmentação, ou melhor, uma intervenção do Estado, mas não sejamos bobos... Olhe mais perto. O vigente não é menos estado ou sua ausência, porém antes disso. Menos estado econômico e social. Mais estado intruso e opressor. Cortamos verbas dos assuntos sociais. A segurança virou questão primordial. Retiremos os sujos das vistas e visitas oficiais. Todos gritemos palmas para o estado paternal. O Estado paternal que é muito exigente às vendas e pouco transigente ao povo. O mercado é assim mesmo, Sempre vão existir ricos e pobres. Deixemos que as pessoas se matem em nome da riqueza. Pois nossos duques e princesas continuaram a dormir em seus lençóis de seda. Mas como bons pais não podemos deixar que nossos filhos se misturem a escoria e imundice produzida neste mundo. Choque de ordem. Limpemos as ruas. Candidatura para os jogos. E revistas de moças nuas. Os palhaços pintados no circo esverdeado de pura tinta. O verde acabou. Mistura, textura e pipoca. O povo agradece. O povo sofre. Não existe política para o pobre. Pra quem luta por um prato de comida todo dia é dia de crise. E o povo nas ruas, bares e iluminados pela lua discutem sobre quando a crise vai acabar, se o presidente negro americano vai mandar, e qual o sentido de mudar a escrita da língua portuguesa. Cristo! Crises Mundiais! Ou Crises monetárias .... Risos! Thiago “Plaz” Mendes
Escrito por plaz às 20h46
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