Diversidade Labial
  

 Ano Novo  ...  Velhos Problemas

 


A garrafa estourou junto a fogos e brilhou no céu cores vibrantes e a ressaca foi tão contagiante que aos poucos voltamos à rotina.

Roteiro pronto.

 

   Eis Papai Noel, trouxe-nos muitas noticias não frescas, porém sempre fatais.

Vejamos:

 

   Israel e Palestina. Guerra. Culpa de quem? Lado certo quem ousa afirmar?

Judeus e árabes. Televisões ligadas no massacre. Ambos. Mortos. Muitos.

Não importa a posição de governos e estados. A verdadeira preocupação deveria (ao menos penso) ser crianças mortas. De muitas etnias, contudo todas carregam o mesmo sangue vermelho, que não cansa de jorrar nessas terras sagradas demais.

Uma disputa antiga, verdadeiro crime contra inocentes e poucas promessas de paz.

 

 

   A chuva tão presente nos noticiários e recente nas nossas telhas.

Inundações, tempestades, tristezas.

E como novela das oito, culpada pelo crime de cair demais!

Vingança dos deuses?

O povo quer saber!

E esquecemos (ou melhor, não lembramos, pois lembrar parecer ser missão inglória para o homem moderno) os erros de tempos passados.

Homens da cidade grande, das empresas, corporações, donas de casa ...

Personificamos a natureza apenas para culpá-la, nunca para abençoá-la.

Eis o ser humano.

Eis o seu fim.

 

   Pela noite passamos nos principais centros urbanos, com suas ruas recheadas de bancos e vemos despojados neles muitos mendigos. Qual o problema desta imagem?

Muitos diriam se tratar dos imundos seres ali encontrados, mas pensemos no contrário.

 Pois enquanto os donos têm seus lucros exuberantes e suas fusões garantidas

Com ou sem crise.

 O número de mendigos continua crescendo e nem mesmo com a ajuda “humanitária” de grupos de milícia, inimigos, muitos, que simplesmente vêem aquelas pessoas como coisas. Coisas erradas no cenário e por isso há necessidade de serem retiradas, eliminadas. Mesmo com toda essa mãozinha, o número deles ainda parece não diminuir, um espectador mais atento pode até mesmo afirmar que houve um aumento dessas pessoas. Crianças correndo pelas avenidas brincando com papelões iluminadas pelas luzes e potentes slogans dos bancos. Qual o erro dessa imagem?

As inocentes risadas daqueles que nada possuem?

 Ou

Uma luz quebrada do banco anunciando que um reforma necessita. Policias vigiando bancos, bancos das praças vazias, pois o perigo ronda. Perigo em forma de cor.

Preta,

Sujeira

Cospe

Fora

Acesso negado.

 

Qual é o saldo dessa mensagem?

 

 

Thiago” Plaz” Mendes.

 

Escreve para os blogs:

 

http://plaz.zip.net/

 

http://www.eteia.blogspot.com/

(Blog da Elaine Tavares)

 



Escrito por plaz às 16h28
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