Sentado numa cadeira pouco confortável e enfileirado a outros tantos que buscam em meio às trevas que tingem a noite da cidade um pouco de luz para enfrentar o frio lá de fora não com cachaça, mas quem sabe com um pouco de conhecimento. O mestre aparece e confirma com o silêncio da turma o desejo do saber daqueles ouvidos para o homem que possuindo tantos graus acadêmicos emana humildade e humanidade em suas palavras. Naquele instante tive certeza que para travessia fora da caverna eu possuía uma luz guia intensa.
Intenso foi o tombo da cadeira ao despertar da catarse em meio ao barulho produzido pelos colegas de sala e notar que a voz do professor não poderia ser ouvida.
E como poderíamos sair da caverna???
Atualmente este cenário é bem mais comum nas salas de aula do que podemos imaginar, pois temos uma sala de aula pouco empenhada em saber, e muitas vezes um mestre pouco interessado em dizer.
Afinal que profissão de maluco é esta de professor, lecionar em poucas horas e muitas vezes desarranjar tudo aquilo que a televisão ensinou. Quando não desistiram de toda essa luta e deixaram de ser mestres no sentido da palavra, para serem sem nenhuma outra palavra melhor: repetidores.
Repetem aquilo que está nos manuais.
Repetem aquilo que está nas telas.
Repetimos tudo isso em alguma prova anual.
Repetindo os mesmos erros, cometendo as mesmas omissões.
Reproduzido em nossas ações.
A educação desperta o homem, quaisquer que sejam seus defeitos e preceitos morais.
E não é nenhuma coincidência que esta área seja tão pouco estimulada.
Talvez ela apenas perca em competição com a saúde.
Temos assim um corpo fraco.
Fraco de saúde.
Fraco de mente.
O ataúde todo dia é preenchido, as balas encontradas nos corpos, os tiras mortos ou confundidos (afinal são tão parecidos) com bandidos, e os bandidos se espremem nas cadeias publicas.
Falamos tanto em segurança e esquecemos que a educação, a luz que falta nas celas, poderia ser preenchida nas escolas, contudo preferimos encher de balas qualquer cidadão culpado ou inocente, pobre, peão, negro e muito pouco branco, deixemos a ausência para os quadros negros ou para o pó não do giz, mas da droga da pista ou do morro, na mira da pistola qualquer mão é assassina.
Todavia com um lápis na mão e uma boa idéia na cabeça qualquer cidadão pode fazer a diferença.
Eis a crença.
E os mestres continuam na batalha diária de iluminar nossas mentes.
O problema é que eles não perceberam* que o quadrado mágico da lousa não é luminoso como o quadrado apático das telas em seus lares.
Somos o produto final dos seus roteiros coloridos e esquematizados.
Somos o futuro próximo capitulo da novela global.
Somos a ilusão.
Salve os professores que mantém a chama acesa da esperança
Da fuga
Da prisão.
Da caverna.
Da solidão.
Da televisão.
Esse texto é em homenagem ao mestre Jorge Lúcio... O jogo não acabou!!!
* O ensino a distância tem bons motivos se visto como uma ponte para extremo distantes, mas não podemos deixar de pensar que essa educação televisa sem o contato com o mestre, sem a alteridade professor/aluno, perde muito de sua qualidade.
A sociedade do espetáculo criando nossas ilusões mais perenes, como num sonho ruim, do qual ninguém quer mais acordar pelo temor daquilo que não conseguem saber, a dizer: o medo do real. Deixemos a aparência irreal refletir nossa sociedade atual.
A figura do boneco criado por alguém como todos nós que cansou de reclamar, de exigir das chamadas autoridades uma solução para resolver a questão do buraco, mostrar para a mídia que nos aqui embaixo temos consciência dos nossos problemas.
Eis que surge na figura do boneco de pano, chamado de João como tantos outros, o João Buraco, atento a toda nossa desgraça social. Nossas estradas são analogias para nossos dentes esburacados, nossos estômagos vazios, nossos lideres incapazes de enxergarem-nos.
Nesse ínterim o João Buraco tem sua repentina fama e divide à atenção no noticiário com a mesma popularidade das bundas famosas ou dos narizes astros entupidos de coca.
E logo é promovido, aceito, domesticado, janta com estrelas, participa de programas nobres, trabalha para o jornal, se encontra com as autoridades locais.
E dizem os números que nunca conseguimos aprender nas escolas que os buracos diminuíram.
Palmas para nossos salvadores.
Palmas para o boneco que anda resolvendo o critico problema.
.
Contudo o abismo entre o poder e o povo apenas cresce e se personifica não na criatividade de João buraco e tantos outros bonecos atarefados, mas na simples questão que o não vivo assume sua forma novamente, esqueça o povo que sofre com os buracos, esqueça o humano, ligue a televisão, pois João buraco estará dando entrevista ao vivo.
E vejam que novidade(sic) estampada numa das paginas do jornal, o João buraco saiu para passear , e toda a matéria trata deste boneco de pano, enquanto aos prantos o povo reflete : vamos costurar a Menina saúde ou quem sabe o Velho analfabeto.
E não lembramos como num passe de mágicas das obrigações das autoridades governamentais para com a sociedade que trabalha diariamente para ser execrada a pagar os impostos. Como num passe de mágica o João buraco ganha vida de Oz e vai “tirar onda” de carro importado pelas ruas (nunca esburacadas) das avenidas principais. A poção de Morpheus adormece o povo, eles aceitam, é melhor não pensar muito, dói à cabeça, deixa que os bonecos preencham nossos vazios. O ser humano real adormece, as autoridades agradecem.
O Abismo cresce e engole em suas trevas o vivo, o espetáculo vai começar novamente, ajeitem suas cadeiras em boa posição.
“No mundo realmente invertido, o
verdadeiro é um momento do falso”
Guy Debord _ Sociedade do Espetáculo..
PS : Não duvide ele estará no palanque nas eleições.
“De fato parece que se sou obrigado a não fazer mal a meu semelhante, não é tanto porque ele é um ser racional, e sim porque é um ser sensível, qualidade que, sendo comum ao animal e ao homem, deve pelo menos dar a um o direito de não ser maltratado inutilmente pelo outro”
Rousseau*
Ao pensarmos nele logo vem em mente a idéia de sacrifício em evitar comer carne de animal. Um dia desses uma senhora cristã afirmou que sua penitência seria ficar sem engolir carne de animal por 40 dias.
Amém!
Contudo o sacrifício não é nosso, mas sim dos bichos expostos a todo tipo de tortura em nome de um tipo de vida afirmado como “normal”.
Normal, aqui em aspas, pois não posso negar-me a enxergar qualquer tipo de exagero por parte dos produtores ao fabricarem nossa carne de cada dia.
Exageros?
Numa sociedade consumista e individualista como a nossa, que preza, a pressa nas relações e nos conceitos chaves.
Suas fabricas acabam tornam-se verdadeiros infernos.
Manipulação genética.
Matadouros.
Torturas.
Circos.
Zoológicos.
As galinhas expostas eternamente, ou melhor, ao durarem suas parcas vidas, a luz artificial.Resultado de uma ultraprodução lucrativa.
Laboratórios lotados de seres enjaulados em suas próprias pesquisas. Relação produto final e final de vida. Dos bichos. Ganhamos novos batons, odores caros e ricos em encobrir o cheiro dos mortos.
Golfinhos presos em parques divertidos lotados de crianças que notam surpresas como o bicho é inteligente ao pegar o peixe do seu dono.
Donos,
No passado o homem era dono de outro homem, sujeitando-se a todo o tipo de exploração.
Objeto de nossos próprios prazeres.
No passado?
Como ficaremos no futuro?
Comer ou não carne, eis a questão, porém o importante é ter exata noção do sofrimento dos animais em nome de muitas coisas sagradas para nós, outras possivelmente não.
Posso não chamar de fútil comida aos necessitados.
Mas chamarei de inútil pele de animais para socialites
Nas palavras de um texto que saiu no Le Monde Diplomatique:
Talvez nenhum animal -exceto o ser humano- seja capaz de se reconhecer em um espelho, mas nenhum humano é capaz de voar ou de respirar debaixo d`água sem ajuda. A resposta, bem entendido, é que nós o proclamamos. Mas não existe razão alguma para concluir que as características pretensamente exclusivas do ser humano justifiquem o fato de que tratemos o animal como uma propriedade mercantil. Alguns seres humanos são privados destas características, e, no entanto, nós não os consideramos objetos. Por conseguinte, a questão central é: os animais podem raciocinar? Ou: podem falar? Mas, precisamente:
Embora sejamos nocauteados todos os dias pelos meios de comunicação constantemente repetitivos:
Crise.Crise.Crise.Crise.
Esta tensão que promete abalar o mundo capital não é cega e sejamos espertos; Quem sofre realmente em nome dela?
A desculpa que mata.
Nos noticiários diariamente vemos que a grande vitima dessa crise mundial são os bancos, montadoras, corporações. A nossa salvação perpassa pelo não quebramento desses gigantes, pois caso isso ocorresse nosso fardo seria pesado, então injetemos vida neles.
Como um drogado viciado que tem como única saída depois de um tempo de abstinência uma big overdose. Somos os corpos decrépitos que ficam entre inércia e desespero. Nossa droga é o dinheiro. Queremos salvar esse modelo de vida, mas esquecemos que esse próprio esquema acarreta a morte de milhões de vidas.
Os nossos chefes gritam:
_Você está despedido!
_Porque?
_Por causa da crise!!
A nova moeda de troca:
Troquemos milhões de dólares a bancos.
E deixemos milhares de trabalhadores aos prantos.
O modelo tem duas mãos, mas apenas um rumo.
Não há uma ruptura do modelo neoliberal, mesmo que alguns críticos vejam a Crise como estopim para algum tipo de mudança ou virada de eixo. Devemos transcender nossas vistas e perceber que existe sim uma fragmentação, ou melhor, uma intervenção do Estado, mas não sejamos bobos... Olhe mais perto.
O vigente não é menos estado ou sua ausência, porém antes disso.
Menos estado econômico e social.
Mais estado intruso e opressor.
Cortamos verbas dos assuntos sociais.
A segurança virou questão primordial.
Retiremos os sujos das vistas e visitas oficiais.
Todos gritemos palmas para o estado paternal.
O Estado paternal que é muito exigente às vendas e pouco transigente ao povo. O mercado é assim mesmo, Sempre vão existir ricos e pobres. Deixemos que as pessoas se matem em nome da riqueza. Pois nossos duques e princesas continuaram a dormir em seus lençóis de seda.
Mas como bons pais não podemos deixar que nossos filhos se misturem a escoria e imundice produzida neste mundo.
Choque de ordem.
Limpemos as ruas.
Candidatura para os jogos.
E revistas de moças nuas.
Os palhaços pintados no circo esverdeado de pura tinta.
O verde acabou.
Mistura, textura e pipoca.
O povo agradece.
O povo sofre.
Não existe política para o pobre.
Pra quem luta por um prato de comida todo dia é dia de crise.
E o povo nas ruas, bares e iluminados pela lua discutem sobre quando a crise vai acabar, se o presidente negro americano vai mandar, e qual o sentido de mudar a escrita da língua portuguesa.
A garrafa estourou junto a fogos e brilhou no céu cores vibrantes e a ressaca foi tão contagiante que aos poucos voltamos à rotina.
Roteiro pronto.
Eis Papai Noel, trouxe-nos muitas noticias não frescas, porém sempre fatais.
Vejamos:
Israel e Palestina. Guerra. Culpa de quem? Lado certo quem ousa afirmar?
Judeus e árabes. Televisões ligadas no massacre. Ambos. Mortos. Muitos.
Não importa a posição de governos e estados. A verdadeira preocupação deveria (ao menos penso) ser crianças mortas. De muitas etnias, contudo todas carregam o mesmo sangue vermelho, que não cansa de jorrar nessas terras sagradas demais.
Uma disputa antiga, verdadeiro crime contra inocentes e poucas promessas de paz.
A chuva tão presente nos noticiários e recente nas nossas telhas.
Inundações, tempestades, tristezas.
E como novela das oito, culpada pelo crime de cair demais!
Vingança dos deuses?
O povo quer saber!
E esquecemos (ou melhor, não lembramos, pois lembrar parecer ser missão inglória para o homem moderno) os erros de tempos passados.
Homens da cidade grande, das empresas, corporações, donas de casa ...
Personificamos a natureza apenas para culpá-la, nunca para abençoá-la.
Eis o ser humano.
Eis o seu fim.
Pela noite passamos nos principais centros urbanos, com suas ruas recheadas de bancos e vemos despojados neles muitos mendigos. Qual o problema desta imagem?
Muitos diriam se tratar dos imundos seres ali encontrados, mas pensemos no contrário.
Pois enquanto os donos têm seus lucros exuberantes e suas fusões garantidas
Com ou sem crise.
O número de mendigos continua crescendo e nem mesmo com a ajuda “humanitária” de grupos de milícia, inimigos, muitos, que simplesmente vêem aquelas pessoas como coisas. Coisas erradas no cenário e por isso há necessidade de serem retiradas, eliminadas. Mesmo com toda essa mãozinha, o número deles ainda parece não diminuir, um espectador mais atento pode até mesmo afirmar que houve um aumento dessas pessoas. Crianças correndo pelas avenidas brincando com papelões iluminadas pelas luzes e potentes slogans dos bancos. Qual o erro dessa imagem?
As inocentes risadas daqueles que nada possuem?
Ou
Uma luz quebrada do banco anunciando que um reforma necessita. Policias vigiando bancos, bancos das praças vazias, pois o perigo ronda. Perigo em forma de cor.
Saudações a vós todos Oh Guerreiros de nossas vidas. Aqui os clamo por um muito obrigado. Há tantos que lutaram e lutam por um por de sol menos desigual. Que os iluminados continuem brilhando nesta terra. Abençoados não por deuses, mas pelo sangue e suor que escorre de seus corpos. Descansem um pouco diante do texto. Vos, que continuam sofrendo em nomes dos menos afortunados, dos excluídos, dos esquecidos. São tantos e mesmo assim pouco divulgados. Contudo eis que todos têm a mesma alcunha: Heróis.
Heróis sem poderes e mascaras, mas escondidos e velados pela sociedade inimiga e destruidora. Vocês que mantém a chama viva da esperança. Não aquela paralisia do mármore, e sim, partilham suas lutas e suas vitórias com a alegria das crianças que não perderam sua inocência. Não podemos deixar que isso aconteça.
Não perca sua inocência!
Neste mundo atual onde tudo é descartável e jogamos fora nossas vidas por qualquer prazer efêmero.
Não vendeis sua humanidade. Guarde-a segura!
Não necessitamos de ídolos de pedra. Precisamos que nasçam heróis em nossos corações sufocados por tanta opressão vinda de todos os lados.
Quebremos esses ídolos, destruindo os muros que separam as pessoas, nossos irmãos. Essa rixa proposta por Eles para que cansemos de nossa própria vida.
Deixe crescer dentro de ti o herói. Regue-o com carinho, Não tenha medo. Tu verás!
A batalha é diária contra a desumanização que nossos supostos donos pregam.
Não seja enganado.
Não seja corrompido.
Levante a cabeça, todo o dia há de nascer um belo sol.
Depende de vocês!
Pois os heróis continuam lutando nas trevas por nossa salvação.
Destrua os ídolos que os cercam. Não seja um homem mediano preso a ídolos do passado e presente. Seja um herói da sua própria historia. Lute a cada dia em nome do melhor. Não desista herói, resista aos ídolos vendidos nas televisões.
“A terra não esta morrendo, está sendo morta.
E aqueles que a estão matando têm nomes e
endereços.”
Utah Phillips
Todo guerreiro precisa de um descanso. É hora da luta.
Não desistam!!!
Esse texto é dedicado a um pequeno guerreiro que nasceu, Thomas Gabriel.
A fábula do garoto da faculdade privada que não tinha uma privada!
Eis a historia de Oliver Mendonça filho de pai e mãe pobre, e que possuía o sonho de cursar uma faculdade de direito. Sua empolgação, o motivo de conseguir se formar era lutar pelo direito das pessoas, principalmente gente pobre que engole lixo todos os dias. Afinal seu pai e sua mãe eram pessoas dessa categoria. Ele pertencia à terceira geração de catadores de lixo, contudo seu destino parecia ser bem maior. Ganhara bolsa de estudo para cursar o ensino médio em um belo colégio por ter escrito uma excelente redação sobre a constituição e o cidadão. Ele se apoiou em um dos pontos dos princípios fundamentais. A dignidade do povo. O premio foi concedido também pela sua pele negra e pela condição de filhos de catadores de lixo. Isso não estava impresso no concurso, mas expresso em cada mente dos jurados ao ler sua pequena biografia. Ao término daquele colégio com as melhores notas, alguns apelidos pejorativos e quase todos os amigos esquecidos na primeira esquina da vida formada. Sua tristeza poderia ter lhe sucumbido, contudo Oliver era uma daquelas pessoas que lutaria ate o final para seguir sua missão na terra. E sua missão era ajudar as pessoas. Trabalhava diariamente sob o quente sol e suor catando restos de luxo nas lixeiras, ajudando sua família com a renda e de noite tentava driblar o sono para estudar para o vestibular de direito. Falhou na prova em três tentativas. Descobriu a chamada prova do Estado, cotas e descontos e correu atrás dos seus direitos. Mas faltou nas duas tentativas por causa de imprevistos. No primeiro foi roubado um dia antes e perderá o documento de comprovação, seu medo dos milicos era tamanho, afinal seu tio perdera a vida nas armas deles, que resolveu ficar quieto. Na segunda vez, o cansaço o derrubou. Alguém poderia chamá-lo de vagabundo e covarde. Mas Mendonça não sabia o que era desistir! Aos vinte anos, empregado numa concessionária de carros lavando-os. Soube que estava na lista da dispensa. Isso garantia o auxilio desemprego. Juntou essa grana e pagou uma faculdade particular. O povo fizera festa, cervas e salgadinhos, o Mendonça vai cursar Direito e logo vai tirar todo mundo dessa merda. Nesta festa conheceu Marilia por quem se apaixonou e logo nove meses depois seu filho nasceria: Josué. Com muito custo ia para as aulas e catava lixo das ruas e da faculdade também. Embora o lixo sobrasse, o dinheiro não! E logo começou a vender algumas coisas da casa, ou melhor, do barraco. E a privada que um vizinho tanto ambicionava entrou na balança. No raciocínio de Oliver havia uma lógica. Nosso povo é privado de educação e saneamento mesmo e continua vivo, então para salvá-los dessa merda, o jeito e privar-me da privada e viver perto da merda. No final de contas não fazia muita diferença mesmo. Um buraco apareceu no chão, e no estômago da família unida para a aprovação do filho. No final do curso o filho não conseguiu agüentar a pressão das baixas notas e da sensação de não pertencer a aquele mundo. Toda a família deixava seus restos de merda naquele buraco alheios ao fato de que isso poderia os trazer alguma doença... E causou, pois a Mamãe pegou algum tipo de infecção de pele não tratada para virar algo pior e ser sua própria morte. Encontrada com a cabeça enfiada naquele mesmo buraco. Josué faz parte da quarta geração dos catadores de lixo. A moral da historia: Cuidado com suas merdas; Ou a merda de educação em nosso país. Ou filho de peixe, peixinho é; Decida qual se encaixa na sua vida, pois neste momento Oliver e Josué continuam catando lixo para comprar uma privada. Privando suas vidas do mais essencial ao ser humano, sua dignidade.
Melhor redação para Oliver Mendonça concedendo Bolsa especial para esse talento nato das letras que potencialmente será valioso demais para o bem estar de todos.
“A graça da vida se perde quando nada nela é de graça”
O Fogo da tocha foi apagado numa grande festa, mas, contudo a grande festa para nos brasileiros veio do sexo frágil, ou melhor, do forte sexo. As mulheres.
Apenas pra constar aqui as estatísticas tão usadas. Três ouros sendo dois trazidos pelas mulheres. O outro, veio com o nadador Cielo.
Além dos bronzes das mulheres na luta. A fragilidade dela pode ser descartada aqui.
Ficamos felizes com a superação delas no vôlei. Adeus fantasma, classe executiva também ganha ouro.
À volta por cima de Mauren, exemplo de como não é só jogador de futebol que retorna das cinzas. Nossa fênix trouxe o topo do pódio, embora sua cria optasse pela prata. A ingenuidade das crianças vale muito mais.
Valor, que não deram a atleta ao sumirem com sua vara, embora o mundo machista goste de uma piada, aqui vai a revanche. Aos piadistas enfiem a vara vocês sabem aonde.
A China conseguiu alcançar o seu projeto de potência mundial nas Olimpíadas, e nos mercados competitivos, resta agora sabermos quando por lá as mulheres serão primeiro mundo também.
Simone disse que as mulheres não nascem mulheres, se tornam, as nossas se tornaram vitoriosas. Todas. Pela adversidade vencida. Parabéns mulheres!
A pira foi acesa e o espetáculo começou. Temos a disposição vários canais, programação 24horas dos jogos. E ninguém aqui há de reclamar do horário invertido. As olimpíadas despertaram.
E olhos ansiosos para o brilho do ouro. Do lucro.
Embora haja outras coisas nela. Atletas que não sobem em pódios, mas lutam pelo orgulho de seu pequeno país. Pais que vertem lagrimas ao notar seu pequeno filho lutando como gigantes. Mesmo que para muitos apenas existam três posições vitoriosas.
Epopéia. China, gigante. Repete o seu feito para o mundo. A melhor olimpíada de todos os tempos. Então vemos pelos televisores o resplandecer de suas arquiteturas. De suas riquezas. Porem. Obscurecido às vozes dos ativistas. Tibet. A pressão para que seus atletas ganhem mais medalhas. Mais lucros. E assim que a China quer ser reconhecida. Aprendeu com os melhores. Não importa o que quer que tenha de ser vendido, para entrar no salão principal. Venda!
A China aprendeu.
E a saudosa paz dos jogos ofuscada por tramites políticos, guerras claras ou ocultas. Ocultos. Como o trabalho infantil ostensivamente criticado por organizações em todo mundo antes dos jogos de Pequim. Como relatado pelo Radiomundoreal.
http://www.radiomundoreal.fm/rmr/?q=pt/node/22817
“Estima-se que as Olimpíadas receberão cerca de setenta milhões de dólares pelas licenças de produção de artigos para os Jogos de Pequim. Mesmo que o Comitê Olímpico exija uma série de condições para concedê-las, nenhuma inclui exigências sobre as normas de trabalho.”
O comercial vinculado por uma marca de perfumes famosa, despertou-me uma visão. Afinal será mesmo que um mundo sem vaidade ou procura exagerada pela beleza, teria de ser homogêneo? Não caberia aqui gente diferente, respeitando se como iguais, sem que pra isso sejamos todos robozinhos feitos de um mesmo modelo. Essa não seria a liberdade? Acredite na beleza???????
Incrível como num canal de tv aberta prospera uma corporação na maior parte dos comercias. Não sou amante da tv, mas alguns comerciais e vocês notam logo a questão proposta. Diferentes mercadorias, a mesma marca. No canto da sua tela, uma letra impera! Acredite na tv?????
Uma associação de idéias, e logo escuto o narrador falar de um lugar onde os primatas são tratados como gente da família. Ali eles têm um lugar, longe das torturas do circo e zôo parques, contudo uma pergunta fica no ar. Pra que serve a cerca elétrica que os envolve? Para protegê-los? Ou...
A violência impera nas ruas, Policial, bandido, bandido, policial, político. Velho jogo e novas vitimas... Até quando vamos ser obrigados A usar nossos uniformes de babacas?????
Há mais de quatro anos a intervenção militar assombra o país caribenho, e embora a mídia jorre todos os dias notícias, ainda existe uma grande divergência sobre o cenário atual. País assombrado pelos bichos papões comedores de gente. A boca do jacaré quer engolir algo, mesmo que sejam seus próprios filhos. Suas merdas serviram de alimento para quem?Os fantasmas continuam a assolar a ilha. Sopra no ar, além do cheio da cozinha do inferno, um forte aroma de receio sobre a atuação da MINUSTAH (acrônimo em francês de Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti)
Estabilização?
Um jornal brasileiro mostrou uma matéria sobre a ilha, onde afirma que a presença militar brasileira (o Brasil lidera a missão) é vista como esperança para um povo que nunca perdeu o riso, porem seus rios, suas florestas não continuam lá... Como reflete um habitante local na reportagem “_ O Brasil é bonito, aqui também era bonito”
Do outro lado temos a RadioMundoreal.fm publicou matéria em que a realidade torna se bem diversa. Ela registra que durante a ultima visita do presidente Lula um grupo de organizações haitianas divulgou uma carta endereçada ao presidente brasileiro.
Carta:
“”Nela, afirmam que a presença de militares representa uma “gigantesca bofetada” para o povo haitiano e seus ancestrais, que lutaram para deixar um “território liberado de toda dominação estrangeira”. Os grupos locais enviaram sua mensagem ao presidente em nome de “toda as pessoas caídas pelas balas criminais dos seus soldados nos bairros populares”. A carta afirma: “Pedimos-lhe, Senhor Presidente, que proceda imediatamente a retirar suas tropas armadas de nosso país””
Será ouvido esse pedido... Suas rezas serão atendidas? No passado os gritos contra Papa Doc eram?
Duvidas!
É claro ver as opiniões representarem uma colcha de retalhos, no caso, o povo retalhado haitiano sofre, e nós por aqui temos nossos sentidos remexidos diante da aparente falta de clareza sobre o assunto, ou seria clareza demais... Será que está tão na cara assim!
Como uma pichação no muro... “Viva Adriano, abaixo Ribeiro".
Não há consentimento em relação ao Haiti, e quando escrevo essa palavra, penso nos sentimentos daquele povo; Uma nação não pode: Subjulgada Subnutrida Subtraída a retratos e índices parcos. A soberania do povo foi jogada no lixo!
A incerteza vai prosseguir, mas de certo fica que o povo haitiano continua sofrendo.
A escassez dos alimentos no prato dos famintos versus a abundancia de comida light, diet, fast food, market.
Enquanto alguns pagam enormes quantias para despejar nos seus pratos estilos de vida, a grande maioria por ai ainda considera comida como nutrição e não ascensão a algum degrau imaginário. Os ricos ainda comem lixo, plástico. Afinal tudo muito luxuoso. E com isso impõe ao resto o padrão.
O relógio aponta, O patrão berra, A maquina para. Nunca paramos. E hora do almoço. As marmitas foram trocadas por fast lanches. Tudo embrulhadinho, arrumadinho, e bem rapidinho. Tempo é dinheiro. E dinheiro é vida! As bocas mastigam a mesma porcaria artificial tratada como objetivo para os nossos donos. Os donos das fabricas Os donos, do sorriso bobo das crianças. Elas não têm tempo para o leite, serve uma coke! Também que precisa desses leites envenenados! Acima de suas cabeças quem paga deseja a nova moda ditada pela Teladona. Vejamos, agora é chic comer um pouco de algas de algum lugar desconhecido. Conhecida paranóia pronta para botar suas rodas cromadas em giro. É caro! É absurdo! Tudo bem possuo empregados e amanhã, Deus Teladona está de prova, eles vão ralar um pouco mais! Uns poucos mais para atender ao seu ego consumista. Eros endiabrado. Enganando a barriga, risos, eles sentiram fome ao engolir reles pedaços verdes, porém isso é sofisticado. É Hype! É intelectual! E ridiculamente estúpido.
Armadilha montada, paradoxo grotesco. Os ricos passam fome, entupindo seus estômagos com isopor e aditivos, auto flagelo em nome do Deus Teladona, o senhor prometeu! Um novo cargo Um novo carro Amém! A idiotice do mundo moderno, os pobres olham e não compreendem; O que será que anda ocorrendo com esse pessoal? Todavia eles têm pouco tempo para o existencialismo. O relógio urge, é hora de ralar um pouco mais... O deus mendigo encostado num canto percebe e reflete: Comida? Isso não existe mais! O engodo das marcas, desafiando qualquer mente a pensar. Quando somos almoçados e jantados todos os dias pelos cardápios inescrupulosos da Hellmidia. Comida para a alma? Então o inferno será nosso ponto final; Ou uma indigestão; Câncer Mundo cancerígeno! Soberania alimentar esquecida, machucada, cariada como os nossos dentes expostos a um grande sucesso, o novo comercial do criativo enxaguante bucal apoiado pela Associação Odontológica. E patrocinado também por algumas outras empresas. Mas isso eles sempre esquecem de avisar. Tudo bem, eles crêem, semana que vem vai ao ar a chamada para o filete ultra-higiênico para limpeza de ouvido. Somos todos surdos!
Palavra dita por muitos, repetidas, pichadas, jogadas... Os gênios morreram, mas os esfomeados, não são poucos. Como diz Eduardo Galeano “o direito ao desperdício, privilegio de poucos afirma ser a liberdade de todos”.
O deus mendigo foi expulso da ceia. Comida símbolo da união máxima. Todos unidos, esfomeados. Suas bocas exigem comidas! Suas almas exigem comidas! Escuras como as trevas que nos cercam!
Era uma vez um rapaz chapado que escrevia no seu bloco de notas sobre o 1 de abril.... Abram os ouvidos...
Eu queria que fosse verdade o que o Estado diz que é o povo... que o povo não linchasse seus irmãos irmãos vertendo sangue em nome de estúpidas estatuas de idiotas conselhos de canalhas perversos de verdade impostas Não perceberam... E ainda rezam para seus deuses antes de dormir enquanto deuses na rua dormem com o teto do céu estrelas ... mortas estamos mortos Mas antes disso, estaremos matando tudo o que pudermos. matando nossos animais, nossas bolsas, xurras, casacos,perfumes nossa vida fast tudo.. fede demais... sonhar com um casal fiel e feliz.. Estou louco Estou ficando louco por acreditar-me...O certo é crer na tv no deus que prega das sete as nove.. que tem conta bancaria que odeia os índios.. As mulheres.. Os negros... Eu odeio-me por ser humano... E fui pego no 1 de abril.. A pegadinha era que viver é ser feliz Espero que um dia isso seja verdade!
O supérfluo criado para muitos... O estado foi feito para os supérfluos.
Hojendia tudo e feito para se jogar fora, o nível tecnológico deu nos uma vida cheia de possibilidades e também uma grande lixeira.
Antigamente as coisas eram feitas para durar, ou ao menos para a manutenção. Manutenção, velhos carros russos, volte sempre.
Não volte mais...Compre mais!
O novo imperativo. Em cada esquina, mídia, jornal ou acontecimento banal. Banalidades...Bananas...Guatemalas e Haitis esquecidos.
E o que fazer com os nossos sentimentos... ? Domestique o homem, mas deixe o livre, ao menos assim ele pensa..
Pensar? Coisa rara. Temos pensamentos livres? Somos livres pensadores? Ou apenas refletimos o status quo...
E o amor? Paixão, dor, amizade, fellings...
Como referido a comparação chegou a níveis extremos... Somos seres extremos...
Acreditamos em amizades artificiais. Amores com tempo pré-determinado. Não se pode entregar a nada, zero de risco...robôs Malditos robôs atualizados todos os dias pela grande Tv. Rezemos um pouco diante da tela hipnótica.
Um uivo ecoa na cabeça. Resistir, vou me arriscar a amar alguém. Vou crer em segundos paraísos. Vou rir, chorar e gritar...Fazendo do melhor jeito possível. Do meu jeito possível Com o amor possível... Mesmo que seja impossível...
Que os bobos de ontem. Sejam os reis de hoje Que os cofres cheios Sejam desfeitos...